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Dormem-se as borboletas

Dormem-se as borboletas Enquanto se desabrocham as flores. Entre mistos de agonias e de dores Se abre a noite em divinos tons violetas, Para que os morcegos lhe se assomem às tetas Fingindo orgasmos de amores. Lhe sugam o sêmem com vincos de odores, Saciando em agonias suas vontades incompletas, E, acordam-se por fim, as borboletas, Enquanto já, se murcham as flores Nas luzes difusas do dia... Recolhem-se, com suas asas inquietas Os endiabrados morcegos em ares de horrores, Esperando por mais uma noite de orgia!
Desesperança  Eu te acho por aí Catando aviões...  pulando em para-quedas. Você poderia ao menos Me levar junto Para o seu destino Desaconselhável... Não quero mais Ouvir você dizer Que sou a melhor pessoa do mundo, Mas que lamenta Não poder estar comigo. Prefiro ser considerado O pior homem do mundo E dividir minhas dissimulações contigo... Eu não quero ver mais você Discutindo religiões Profanado túmulos Chorando maldições... Você cansou de me amar E foi buscar as pessoas excluídas Num mundo de mentiras que eu tinha inventado pra você Não estou cansado de te esperar, Só não sei se consigo Sobreviver até sua decisão de voltar... Se num dia obscuro retornares E vires meu corpo frio e morto, Beije-me ao menos a face E já terei sido feliz, Porque minha alma sentirá Teu gosto puro Mesmo, porquanto sei Dos infernos que frequentastes Quando longe de mim vivias(...)
Dormem-se as borboletas Dormem-se as borboletas Enquanto se desabrocham as flores. Entre mistos de agonias e de dores. Se abre a noite em divinos tons violetas, Para que os morcegos lhe se assomem às tetas Fingindo orgasmos de amores. Lhe sugam o sêmem com vincos de odores, Saciando em agonias suas vontades incompletas, E, acordam-se por fim, as borboletas, Enquanto já, se murcham as flores Nas luzes difusas do dia... Recolhem-se, com suas asas inquietas Os endiabrados morcegos em ares de horrores, Esperando por mais uma noite de orgia!