Dormem-se as borboletas
Dormem-se as borboletas Enquanto se desabrocham as flores. Entre mistos de agonias e de dores Se abre a noite em divinos tons violetas, Para que os morcegos lhe se assomem às tetas Fingindo orgasmos de amores. Lhe sugam o sêmem com vincos de odores, Saciando em agonias suas vontades incompletas, E, acordam-se por fim, as borboletas, Enquanto já, se murcham as flores Nas luzes difusas do dia... Recolhem-se, com suas asas inquietas Os endiabrados morcegos em ares de horrores, Esperando por mais uma noite de orgia!